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Archive for the ‘Livros’ Category

Sonho de Uma Noite de Verão

3 de novembro de 2010 Deixe um comentário

Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância. O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado. E, entre todos eles, talvez nenhum tenha ficado tão famoso quanto este, o Sonho de Uma Noite de Verão. [William Shakespeare]

Postado por Yuli

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Categorias:Livros

Pela noite

2 de julho de 2010 Deixe um comentário

Você já deve ter lido alguma citação de Caio Fernando Abreu… Bom, mesmo que não tenha lido, aí está uma boa oportunidade para fazê-lo. No post de hoje, vai a indicação um de seus livros: Triângulo das Águas.

A janela escancarada abre-se para a noite enorme lá fora, onde ruge uma cidade estufada de rumores e procuras. Nesse ambiente, cinza e chuvoso, movem-se as personagens-zumbis de Caio Fernando Abreu.

Ambientação à parte, o tema central de todos eles é a solidão dos personagens, que, ao mesmo tempo, anseiam e repelem uma relação mais humana e profunda com outras pessoas. Além disso, conta com uma linguagem lírica e poderosa.

Segue abaixo um trecho do livro:

Pela Noite…


“Você sabe que de alguma maneira a coisa esteve ali, bem próxima. Que você podia tê-la tocado. Você poderia tê-la apanhado. No ar, que nem uma fruta. Aí volta o soco. E sem entender, você então pára e pergunta alguma coisa assim: mas de quem foi o erro?
(…)
Você vai perguntar: mas houve o erro? Bem, não sei se a palavra exata é essa, erro. Mas estava ali, tão completamente ali, você me entende? No segundo seguinte, você ia tocá-la, você ia tê-la. Era tão. Tão imediata. Tão agora. Tão já. E não era. Meu Deus, não era. Foi você que errou? Foi você que não soube fazer o movimento correto? O movimento perfeito, tinha que ser um movimento perfeito. Talvez tenha mostrado demasiada ansiedade, eu penso. E a coisa se assustou então. Como se fosse uma coisa madura, à espera de ser colhida. É assim que eu vejo ela, às vezes. Como uma coisa parada, à espera de ser colhida por alguém que é exatamente você.
(…)
O erro? Eu dizia, pois é, o erro. Eu penso, se o erro não foi de dentro, mas de fora? Se o erro não foi seu, mas da coisa? Se foi ela quem não soube estar pronta? Que não captou, que não conseguiu captar essa hora exata, perfeita, de estar pronta. Porque assim como o movimento de apanhar deve ser perfeito, deve ser perfeita também a falta de movimento, a aparente falta de movimento do que se deixa apanhar. Você me entende?”

Espero que tenham gostado!

Beijos, Yuli.

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Livro: Comédias para se ler na escola

13 de junho de 2010 2 comentários


Oii gente-

Deesculpem- me pela demora de minhas postagens. Gostaria de compartilhar com vocês um livro que estou lendo e adorando, é sobre crônicas. “Comédias para se ler na escola” de Luis Fernando Verissimo; ele é muito engraçado, vale a pena parar e ler, por isso deixo minha indicação e uma crônica do livro para vocês verem se gostam.

Papos

– Me disseram…
– Disseram-me.
– Hein?
– O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
– Eu falo como quero. E te digo mais… Ou é “digo-te”?
– O quê ?
– Digo-te que você…
– O “te” e o “você” não combinam.
– Lhe digo?
– Tambem não. O que você ia me dizer?
– Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz ?
– Partir-te a cara.
– Pois é. Partir-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
– É para o seu bem.
– Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu…
– O quê?
– O mato.
– Que mato?
– Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
– Eu só estava querendo…
– Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
– Se você prefere falar errado…
– Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
– No caso… não sei.
– Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
– Esquece.
– Não. Como “esquece”? Você prefere falar errado? E o certo é “esquece” ou “esqueça”? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
– Depende.
– Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
– Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
– Agradeço-lhe a permissão para falar errado que me dás. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
– Por quê?
– Poque, com todo esse papo, esqueci-lo.

Esperam que tenham gostado, até mais.

Núbia
)

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Dica de livro (Indicado por Igor)

28 de fevereiro de 2010 Deixe um comentário
A Cabana
A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar áquele cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, “A Cabana” invoca a pergunta: “Se deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?” As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.

Um livro de relexão, recomendo!

Até Breve!

Post de: Igor

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